A Fundação Rio das Ostras de Cultura lançou no último sábado, dia 27, um projeto de cinema inclusivo para as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), denominado “Som Do Silêncio Azul”. A sessão de lançamento aconteceu na sala de cinema da sede administrativa Maestro Mauricio Libardi Júnior, com a exibição de “Peixonauta – o Filme”. Como toda boa sessão de cinema, teve pipoca e refrigerante para a plateia, formada por crianças, jovens, famílias atípicas e representantes do Governo Municipal e do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comdef) de Rio das Ostras.
O Projeto, que conta com a parceria do Museu da Imagem e do Som, tem como objetivo oferecer uma experiência sensorial adaptada a pessoas com Transtorno do Espectro Autista e promover o acesso à arte cinematográfica em um ambiente acolhedor, com controle de luminosidade, sonorização reduzida e liberdade de expressão durante as sessões.
De acordo com a presidente da Fundação Rio das Ostras de Cultura, o “Som do Silêncio Azul” nasce como uma resposta a necessidade de adaptar o ambiente cinematográfico às particularidades do público TEA e suas famílias.
“Além de garantir inclusão e representatividade, o projeto estimula a empatia e a conscientização social, fortalecendo a política de acessibilidade cultural e a imagem de Rio das Ostras como cidade comprometida com a diversidade e o acolhimento. A parceria com o Museu da Imagem e do Som contribuirá para ampliar a qualidade da programação, democratizar o acesso a obras audiovisuais e fortalecer a formação de público para o cinema inclusivo, possibilitando uma programação qualificada e contribuindo para a construção de uma cidade mais acolhedora, diversa e culturalmente acessível para todos”, declarou a presidente.
Para a professora Cláudia Corrêa, mãe do menino Davi, de 11 anos, a inicia é muito boa para as famílias atípicas. “Muitas vezes não temos um espaço acolhedor para nossos filhos e nem possibilidades de lazer. O cinema nessa sala menor, acolhedora e com uma interação direta com a natureza, é fundamental e um som adequado para interação de todos. Muito melhor que as salas tradicionais de cinema, que são grandes e fechadas”, destacou Cláudia.
A conselheira titular da cadeira de autismo do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Rio das Ostras, Stephany Sanabio, mãe dos jovens Ísis e Nicolas, de 6 e 9 anos, respectivamente, também achou a iniciativa fascinante.
“Faltam ações inclusivas como essa para famílias atípicas, principalmente gratuitas. É uma excelente alternativa de entretenimento para nossos filhos”, disse.
O acesso à cultura é um direito fundamental, mas muitos espaços ainda não estão preparados para acolher pessoas com Transtorno do Espectro Autista, que podem apresentar hipersensibilidade auditiva, visual ou dificuldade de adaptação a ambientes convencionais.
O Projeto “Som do Silêncio Azul” reafirma o compromisso da Fundação Rio das Ostras de Cultura com a acessibilidade, a inclusão e a democratização da cultura, criando um espaço regular de convivência e lazer sensorialmente adaptado, visando a inclusão efetiva de pessoas com TEA nas atividades culturais da Cidade.


SELEÇÃO DE FILMES – A seleção de filmes será por películas de curtas e longas-metragens de temática leve, preferencialmente sem excesso de estímulos visuais e sonoros. O cinema silencioso e obras com forte narrativa visual terão destaque, favorecendo a linguagem universal das imagens e expressões. Os filmes serão selecionados no acervo da Tela Brasil, plataforma do audiovisual brasileiro.
Agora, no mês de julho, a Fundação Rio das Ostras de Cultura vai promover uma semana inteira de sessões cinematográficas como uma opção para as famílias durante as férias escolares.
Acompanhe os canais oficiais da Fundação e da Prefeitura Municipal de Rio das Ostras para saber a programação do Projeto, que será divulgada em breve.

