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“Choro de Maria” marca o Dia Nacional do Chorinho em Rio das Ostras

Projeto acontece na Praça São Pedro neste sábado, dia 23

Este sábado, dia 23, será especial para quem gosta de boa música. A Fundação Rio das Ostras de Cultura está promovendo uma edição especial do Projeto “Choro de Maria” para comemorar o Dia Nacional do Chorinho. O evento acontece na Praça São Pedro, no Centro, e está previsto para começar a partir das 17h.

Formado pelos músicos André Bellieny (violão), Márcio Moraes (cavaquinho), Anderson Santos (pandeiro) e Luiz Felipe Oliveira (flauta), o projeto recebe nesta edição o Grupo Rancho R.O., que atua em Rio das Ostras realizando uma roda de choro aberta, capaz de agregar os admiradores desse gênero, músicos ou ouvintes, preenchendo uma lacuna cultural da Cidade.

Criada há nove anos, a roda do Rancho R.O. tem crescido, até então, e atualmente conta com músicos de diversas formações, que contribuem para enriquecer o Choro. Com um repertório variado, de compositores tradicionais do gênero como Pixinguinha, Jacob, Abel Ferreira, Altamiro Carrilho, entre outros, até os contemporâneos como Paulinho da Viola e Luciana Rabelo, a roda promete agradar a todos.

Para a presidente da Fundação Rio das Ostras de Cultura, Cristiane Regis, o Projeto tem o objetivo  de valorizar também este gênero musical que é genuinamente carioca. “Rio das Ostras é reconhecida como a Cidade do Jazz, mas acreditamos que também pode ser considerada como a Cidade do Chorinho, tendo em vista o grande número de músicos existentes aqui. A primeira edição foi um sucesso e temos a certeza que todas as outras também serão. Quem quiser, pode trazer sua cadeira de praia ou sua esteira para curtir o show”, avisou a presidente.

LEMBRETE – Como o projeto é realizado sempre no primeiro domingo do mês (essa edição está sendo especial para comemorar o Dia Nacional do Choro), a Fundação informa que no próximo domingo, dia 1º de maio, terá mais Chorinho na Praça São Pedro por conta da edição do Mês de Maio.

CHORO – O Dia Nacional do Choro é comemorado todos os anos no dia 23 de abril, data de nascimento de Alfredo da Rocha Vianna Jr., o Pixinguinha, um dos maiores ícones do Choro e da Música Popular Brasileira. O Choro é um dos mais originais estilos de música, principalmente instrumental, cuja origem remonta ao século XIX. Nascido no Rio de Janeiro, o choro ganhou forte expressão nacional, tornando-se um símbolo da cultura brasileira.

Suas principais características são a forma rondó, presença de compasso binário e um fraseado peculiar. Eles utilizavam, entre outros instrumentos, violão, flauta, cavaquinho, para dar à música um aspecto sentimental, melancólico e “choroso”.

O choro pode ser considerado como a primeira música urbana tipicamente brasileira e ao longo dos anos se transformou em um dos gêneros mais prestigiados da Música Popular Brasileira, reconhecido em excelência e requinte. Tem como origens estilísticas o lundu, ritmo de inspiração africana à base de percussão, com gêneros europeus. A composição instrumental dos primeiros grupos de choro era baseada na trinca flauta, violão e cavaquinho – a esse núcleo inicial do choro também se chamava pau e corda, por serem de ébano as flautas usadas -, mas com o desenvolvimento do gênero, outros instrumentos de corda e sopro foram incorporados.

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